OPINIÃO
Nesta página, a partir deste momento, serão postadas minhas opiniões e resenhas, acercar de atividades políticas, esportivas, sociais e religiosas. Sejam bem vindos ao Blog.
CRISE MINISTERIAL OU ADMINISTRATIVA NA IASD: QUAIS AS VERDADEIRAS RAZÕES PARA TANTA APREENSÃO NO MINISTÉRIO PASTORAL?
Antes de sair, decidi deixar esta pequena reflexão acerca de um questionamento que atormenta a cabeça de muita gente. Qual é o verdadeiro problema da igreja com os pastores?
CRISE MINISTERIAL OU ADMINISTRATIVA NA IASD: QUAIS AS VERDADEIRAS RAZÕES PARA TANTA APREENSÃO NO MINISTÉRIO PASTORAL?
Antes de sair, decidi deixar esta pequena reflexão acerca de um questionamento que atormenta a cabeça de muita gente. Qual é o verdadeiro problema da igreja com os pastores?
Quando observo alguns pastores postarem fotos sorridentes e felizes nas redes sociais, nos seus períodos de férias, em encontros ministeriais ou como forma de apresentar seus resultados de batismos, construções das igrejas ou de alguma campanha em que a congregação esteja engajada, mascara a realidade de que na igreja, nem tudo são flores. Seria normal, esta afirmação, se alguns erros não se repetissem e que tantos pastores com um incrível potencial deixem a obra, como nos últimos anos.
O fato de muita gente boa ficar de fora, infelizmente, não é mais novidade. Mas, os últimos dos moicanos estarem saindo, isso, realmente, é muito preocupante. Existem aqueles que apontam, unicamente, para as fraquezas daqueles que saíram, alegando, eles não eram homens de oração como apresentaram ser, será mesmo? Quando você vê nomes fortes da igreja e que alguns até saíram, não por terem praticado pecado, mas, pelo fato de terem sido abandonados pela própria esposa, a incerteza permeia a mente destes ministros, que se perguntam: - "Quem será o próximo?".
Não compensa mais deixar tudo o que você tem para servir na obra ministerial. Podem me chamar de herege, mas, muitos que viveram a decepção de uma demissão vão concordar comigo. Recentemente, tive um amigo que foi demitido da obra por estar deprimido, resultado, ele pediu remoção da igreja. Confesso, essa alternativa ainda não foi descartada da minha mente. Teve um colega de seminário que no quarto ano de teologia se matou jogando o carro debaixo de uma carreta, e você sabe qual foi o motivo? A esposa o abandonou, e ele estava com medo de ficar sem chamado. Mas, o que leva a alguém a essa situação?
A forma como a igreja tem sido administrada, nesses últimos anos. A IASD, definitivamente, virou uma empresa. Porém, uma empresa em que alguns estão cheios de "privilégios", são superprotegidos, enquanto outros são totalmente descartáveis. A maioria por filiação e ordem financeira, e outros, porque ela realmente precisa destes profissionais, seja pela fama, ou seja pelos títulos, estes são únicos. A desculpa de ser por questão financeira não cola mais, por conta da forma como desperdiçam o dinheiro em planejamentos equivocados, como prefeitos despreparados em cidades de grande fluxo de dinheiro. Já perderam milhões de reais em obras equivocadas por conta de decisões arbitrárias e totalmente estúpidas, que o digam os estados de BA, SE e SP. Quem lê entenda a referência...
Contar com uma mina de ouro para resolver seus problemas e não buscar ações estratégicas para gerar dinheiro além de sugar dos irmãos, além do que eles tem o dever de devolver, é burrice. Não se pode errar mais como se tem errado, além disso Milton Afonso tem mais de 90 anos, deve estar perto dos 100, e recentemente, já perdeu sua esposa. Vocês ainda não perceberam que já chegou a hora de deixar ele em paz um pouco não? Ele é abnegado, mas, está na hora da igreja bater asas e voar por si mesma. Se o dinheiro diminuiu com a crise financeira do país que se instaurou em 2014, a igreja não poderia errar como errou.
A igreja, como instituição, chamou gente que passou pelo seminário apenas. Promotores políticos, motivadores com a Bíblia nas mãos, no entanto, gente totalmente despreparada para apresentar alternativas que possam alavancar a igreja financeiramente, missiológicamente e espiritualmente. Não são todos, mas, este critério tem pesado bastante nas escolhas dos novos pastores e de quem está subindo para o corpo administrativo da igreja. Os pastores, por sua vez, vivem pressionados e sobrecarregados por conta de eles serem tratados pela administração como peças de uma engrenagem financeira que não pode parar. Bastismos sem profundidade e relacionamento, membros sem a presença do pastor, por conta dos compromissos e metas a serem batidos e por fim, ministérios destruídos por conta de um relacionamento morto por conta das exigências da vida ministerial que leva ao abandono da esposa e dos filhos. Será que o problema é mesmo o pastor ou quem está acima dele?
Comentários
Postar um comentário